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¡Andrés
Ferrari
! llega a Portugal.

¡Andrés
Ferrari
! llega a Portugal.
http://www.oindependente.iol.pt/bd/main.html?edic=675&secc=108
Economistas argentinos querem acabar com a crise e
reúnem-se sob a bandeira da imortal figura criada
por Quino. Com Mafalda, contra o neoliberalismo
Avelar, em Buenos Aires
correio@oindependente.pt
No meio da crise política e económica, surge na Argentina
um movimento intelectual de jovens economistas que
procura encontrar soluções. Com ou sem utopia social,
estes activistas tentam incentivar a sociedade a reagir
e fazem valer a máxima, cada vez mais em extinção,
da luta por uma causa. Na linha da frente, encontra-se
uma figura imortal e popular, a personagem de banda
desenhada, Mafalda, criada por Quino. Com o nome de
"Mafaldaresiste!" o movimento está a ganhar cada vez
mais adeptos. Na sua casa de Buenos Aires, Andrés
Ferrari, coordenador do projecto, economista e professor,
explica os objectivos.
O que é o movimento "Mafaldaresiste!"?
É um movimento de acção política que rejeita totalmente
a postura ideológica da teoria individualista neoliberal.
Isto é, que acredita e luta para a construção de uma
sociedade como a própria Mafalda sonhou: mais justa
socialmente, equitativa e humanitária. E, dessa forma,
procura que a discussão política seja didáctica para
que qualquer um possa ter maior capacidade de fazer
a sua análise interna e procurar as suas próprias
conclusões.
Mas estão associados a alguma formação política?
É totalmente política. Mas política no seu sentido
mas amplo e profundo: quer mudar a sociedade. Quer
que haja uma sociedade distinta. Não fica restringida
ao conceito estrito da palavra "política". Não está
associada directamente a nenhum partido político,
mas também não se nega a ter contactos.
Será que os argentinos estão sem voz activa?
Os argentinos têm voz activa, mas parece que não conseguem
evitar o avanço da sociedade neoliberal, que é a antítese
do sonho mafaldiano. Para reverter isso há que rever
muitas ideias, e "Mafaldaresiste!" quer colaborar
com isso.
O que acha da política económica do seu país?
Acho a actual política económica suicida. Isso obriga
a que muita gente, em especial jovens, queira sair,
outros incrementam a violência e outros caem em regressão
socioeconómica vivendo cada dia mais perto de situações
consideradas primitivas. Mas esta tendência pode continuar,
com consequências trágicas para muita gente, embora
existam pequenos sectores satisfeitos.
Tem fé no novo ministro da Economia Domingos Cavallo?
Não. Ele e o antigo presidente Carlos Menem são as
caras visíveis deste modelo. Mas isto não impede que
Cavallo, graças à sua personalidade, nos tire da conversibilidade;
mas aí haverá que discutir "quem paga isto". Nesse
campo ele é melhor do que aqueles que querem dolarizar.
Gostaria de sair da Argentina?
Não, pelo menos enquanto Mafalda resistir. Não quero
que o nosso país siga a profecia que o próprio Quino
fez: simples territórios comerciais, ou seja, colónias
novamente.
Como vê o panorama económico do seu país?
A situação económica é muito grave porque a Argentina
tornou-se uma fábrica de dólares para grupos de serviços
públicos, núcleos financeiros e grandes empresas despreocupadas
com o futuro do país. Estão a destruir a capacidade
produtiva interna. O centro disto é a conversibilidade,
um louco encanto que impede que se avançe num progresso
real do Mercosul.
También en la misma nota:
O último tango da Argentina
Aquele que foi em tempos o mais desenvolvido país
da América do Sul vive agora momentos difíceis. Habituados
a um bom nível de vida, os argentinos tentam adaptar-se
à nova realidade
Avelar, em Buenos Aires
correio@oindependente.pt
Sábado, 21 de Abril de 2001
Documentos
enviados (solicítelos):
N°01."Dolarización = Calavera no chilla"
N°02."En el largo plazo estamos todos muertos...pero
no al mismo tiempo".
N°03."Por qué nos tiene que importar que estén nuestros
próceres en nuestros billetes".
N°04."Crisis financiera: algunos comentarios".
N°05."Argentina 1989-1999: El suicido de un país".
N°06."Mercado del bien y mal estar".
N°07."Por qué Keynes en el 2000".
N°08." ¡UFFAAA! Los perdedores no quieren perder"
N°09."¿Yo rico?"
N°10."El sentido de estudiar economía"
N°11."Bases analíticas para determinar una propuesta
progresista"
N°12."Las reglas claras"
N°13. "La verdadera elocuencia"
N°14. "Más mercado para el empleaducho"
N°15. "¡Santos intereses! ¿Dementes al Vaticano?"
N°16. "Despacito, despacito, despacito"
N°17. "Hanke no se enganche"
N°18. "¿Lo sabía Doña Rosa?"
N°19. "Andrés
Ferrari
pide un respiro; Manolito no se lo
da"
N°20. "Lo que mata es la sensibilidad"
N°21. "¡Viva la convertibilidad!; ¡Abajo sus efectos
(sobre mí)!"
N°22. "Locos por la convertibilidad".
N°23. "¿Qué es ¡Andrés
Ferrari
?"
N°24. "El trueque hace la felicidad"
N°25. "Marcaaplazo fijo"
N°26. "¡Solito?, ¡In-sólito!"
N°27. "Candoroso interés"
N°28. "¡Tres-tro-esma!; ¡Tres-tro-esma!"
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